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CARGAS PERIGOSAS

Produto perigoso é toda e qualquer substância que, dadas, às suas características físicas e químicas, possa oferecer, quando em transporte, riscos a segurança pública, saúde de pessoas e meio ambiente, de acordo com os critérios de classificação da ONU, publicados através da Portaria nº 204/97 do Ministério dos Transportes. A classificação desses produtos é feita com base no tipo de risco que apresentam.

Além das péssimas condições de certas estradas, roubos de cargas e imprevistos com o caminhão, a falta de conhecimento do risco que representa transportar produtos perigosos é outro fator que pode colocar em risco a vida do carreteiro. Isso porque são poucos os profissionais que trafegam pelas rodovias e sabem identificar o perigo de uma carga pelo painel laranja obrigatório dos quase 3.100 produtos considerados perigosos, que na maioria são constituídos por combustível (álcool, gasolina, querose, etc.) e produtos corrosivos, como soda cáustica e ácido sulfúrico.

A identificação no veículo é feita através de retângulos laranjas, que podem ou não apresentar duas linhas de algarismos, definidos como Painel de Segurança; e losangos definidos como Rótulos de Risco, que apresentam diversas cores e símbolos, correspondentes à classe de risco do produto a ser identificado.

No retângulo, a linha superior se refere ao Número de Risco do produto transportado e é composto por no mínimo dois algarismos e, no máximo, pela letra X e três algarismos numéricos. A letra X identifica se o produto reage perigosamente com a água. Na linha inferior encontra-se o Número da ONU (Organização das Nações Unidas), sempre composta por quatro algarismos numéricos, cuja função é identificar a carga transportada. Caso o Painel de Segurança não apresente nenhuma identificação, significa que estão sendo transportados mais de um produto perigoso.

Para efetuar a consulta, você deverá preencher um dos campos abaixo solicitados:
Exemplo: Caso você esteja procurando por Cloreto de Etila, basta digitar no campo Tipo de carga perigosa a palavra Cloreto. Mas, se você não tiver o nome do produto, basta digitar o nº ONU referente ao produto, no caso do Cloreto de Etila é 1037. Suponhamos que você não tenha nem o nome do produto e nem o nº ONU, nessa situação basta clicar no botão "Lista Completa".

Fonte: O Carreteiro.
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Treinamento em alta

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Novo centro de treinamento de motoristas de caminhão, em Ponta Grossa/PR, se propõe a atuar na qualificação de profissionais do volante para atender as exigências do mercado e reduzir os acidentes nas estradas

Jaime Alves

Mais segurança nas estradas e redução de custos operacionais são resultados conhecidos do investimento na qualificação do carreteiro. Os transportadores sabem disso e buscam no mercado profissionais capazes de tirar o melhor proveito do que podem oferecer os caminhões atuais. Como há falta de motoristas que atendam as expectativas do mercado, o jeito, então, é preparar profissionais e dessa necessidade surgem escolas focadas no treinamento. A mais recente foi inaugurada em Ponta Grossa/PR, por meio de parceria entre o Sindiponta, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Ponta Grossa/PR, e o Centro de Educação e Tecnologia no Transporte do Brasil (Cetteb).

O Sindiponta fornece o espaço em sua sede, montada em terreno de 39 mil metros quadrados às margens da Rodovia do Café (BR-376). As salas de aula já estão em operação, mas há planos para construir laboratórios de mecânica, gerenciamento de pneus, rastreamento, carga e descarga e uma pista de treinamento, além de uma “minicidade do trânsito” para que a comunidade, especialmente de estudantes, também possa participar de atividades no local.

“Tínhamos o espaço, só faltava uma escola com bom conteúdo”, disse o presidente do Sindponta, Edis Luís Moro Conche. Já o Cetteb oferece a estrutura de ensino (instrutores e material pedagógico) e a experiência em educação, pois criou no passado, a partir da iniciativa de empresários do Grupo Brasília, um centro de formação de motoristas fundado em Lins/SP, em 1978.

Com o slogan “Formando motoristas com qualidade de vida”, a metodologia apresentada pelo Cetteb trabalha o desenvolvimento psicológico do aluno, como a auto-estima, valorização pessoal e profissional, e o relacionamento interpessoal e com a família. Wagner Hubyratan Leite, diretor do Centro de Educação, acrescenta que os conceitos psicológicos são fundamentais para alcançar o objetivo estratégico do curso, que é fazer com que o aluno comece a pensar como o administrador do caminhão.

“O aluno se conscientiza da sua importância na sociedade”, resumiu Márcia Calderolli, diretora pedagógica da escola. Em relação às aulas práticas, na ocasião da inauguração da escola, eram feitas em caminhão próprio, um Volvo FH 400, ou nos caminhões das transportadoras parceiras com orientação dos instrutores do Cetteb, que busca parcerias com montadoras, mas não quer ter contrato de exclusividade com nenhum fabricante.

Um dos primeiros alunos na unidade de Ponta Grossa, o motorista Fernando Drulinski, da Transardo, de Carambeí/PR, disse que apesar de seus sete anos de experiência na profissão, percebeu que lhe faltava muito conhecimento ao fazer o curso. “Achei que sabia muito, mas vi que não sei tanto assim”, comentou. Fernando destacou a aprendizagem sobre tecnologia embarcada, as técnicas para melhorar a média de consumo e as aulas que provocam reflexão sobre o relacionamento com os clientes, a empresa e a família.

A parceria Sindiponta – Cetteb foi oficializada em junho passado, em cerimônia que demonstrou a importância do acontecimento para a região. Dezenas de convidados, entre autoridades políticas, transportadores, imprensa e alunos das primeiras turmas, com suas famílias, acompanharam os discursos que enalteceram a necessidade “urgente” de o País ter carreteiros com melhor formação para “reduzir o número de acidentes nas rodovias” e “diminuir o custo Brasil”.

Entre os empresários que apóiam a iniciativa, Isabela Del Pozo, coordenadora de recursos humanos da Del Pozo Transportes, elogiou a parceria Sindiponta-Cetteb. Segundo ela, o conteúdo do curso coincide com o que a empresa busca, principalmente no que diz respeito à segurança. “Somente com a qualificação dos motoristas poderemos reverter a situação de acidentes nas estradas”, disse.

Luis Antonio Galhardo, gerente administrativo da Transmaroni, de São Paulo, que já enviou motoristas para treinamento na unidade do Cetteb de Lins, disse que o curso “superou as expectativas” e que tem a capacidade de mudar a mentalidade dos carreteiros, devido ao foco no aspecto comportamental, que integra a grade curricular, ao lado de aulas de custos, direção segura e econômica, mecânica básica, rastreamento e outras matérias.

O curso do Cetteb tem quatro módulos: Júnior, Médio, Sênior e Doctor. Cada módulo tem 70 horas/aula (sete dias) e preços que variam de R$ 550,00 (curso de qualificação, sem aula prática) a R$ 1.500 (curso de formação, com aula prática, alojamento e alimentação).

GRADE CURRICULAR

Desenvolvimento Interpessoal

Custos no Transporte

Direção Econômica/Condução Eficaz

Mecânica Básica

Gestão da Qualidade e Meio Ambiente

Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas

Legislação de Trânsito

Responsabilidade Civil e Penal no Trânsito e Contrato de Seguro

Interpretação de Mapas e Guias

Rastreamento Satelital e Celular

Manutenção e Gerenciamento de Pneus

Saúde do Motorista e Drogadicção

Direção Segura e Inteligente

Contatos: 14 3522 2472 – Lins/SP e 42 3223-8953 / 3225-0636 Sindiponta – Ponta Grossa/PR

Formula Truck

Volkswagen dispara na liderança

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Com a vitória de Felipe Giaffone e o terceiro lugar de seu colega de equipe, conquistados na sexta etapa do ano, disputada no autódromo da cidade de Londrina/PR, a Volkswagen disparou na liderança da competição, que tem ainda mais quatro corridas este ano

João Geraldo

Pela quarta vez este ano, em seis corridas disputadas, um caminhão Volkswagen cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. Desta vez, o vencedor foi o paulista Felipe Giaffone, que chegou à sua terceira vitória na temporada de 2009 (e a oitava na sua carreira na categoria), ao vencer de ponta a ponta a sexta etapa, disputada no autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina/PR. Seu principal adversário na corrida, Roberval Andrade, que havia vencido a etapa anterior – em São Paulo – e tinha grandes pretensões de vencer pela segunda vez consecutiva, teve QUE se contentar com o segundo lugar e garantir preciosos pontos para prosseguir na briga pelo título.

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“Foi uma corrida muito difícil, com muita pressão por parte de Roberval. A cada volta eu tive de fazer um traçado diferente, pois ele só deu sossego no finalzinho da prova”, disse Giaffone. Roberval, por sua vez, lembrou que ao perceber que não seria possível assumir o primeiro lugar pensou no campeonato e preferiu garantir o segundo lugar na prova. “Tentei fazer a ultrapassagem algumas vezes, mas preferi tirar o pé e terminar bem a corrida”, disse o piloto, que briga este ano pelo seu segundo título na categoria.

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Giaffone, que compete com um Volkswagen equipado com motor de nove litros, sabia que seria difícil se manter à frente de Andrade, mas tinha a seu favor dois trunfos: a pista de difícil ultrapassagem e o caminhão muito equilibrado, enquanto seu adversário contava mais com a potência do seu Scania de 12 litros. Porém, Giaffone começou bem a corrida com uma boa largada e soube se defender das investidas de Andrade. Chegou a colocar alguns segundos de vantagem, até a Bandeira Amarela Programada, na 12ª volta.

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No reinício da prova, o líder da corrida fez novamente boa largada e para sua surpresa, oito voltas depois a corrida foi novamente interrompida, desta vez devido ao óleo derramado na pista pelo caminhão de Geraldo Piquet (Mercedes-Benz), após ter recebido um toque do truck de Fred Marinelli (Iveco). Era uma nova oportunidade para Roberval tentar dar o bote para assumir a liderança, e por mais uma vez Giaffone conseguiu se manter na frente. A esta altura, restavam apenas oito minutos para a Bandeirada Final e Roberval já havia decidido que o segundo lugar estava de bom tamanho.

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O líder do campeonato, Valmir Benavides, colega de equipe de Felipe Giaffone, que havia largado na terceira posição, a manteve até o final e considerou excelente sua colocação. “Claro que eu também quero ganhar, mas nesta corrida o Felipe e o Roberval pareciam ser de outra categoria”, disse o piloto ao citar o desempenho dos dois líderes da prova. Mesmo assim, ele comemorou porque ainda se manteve na liderança do campeonato. Além disso, a vitória da etapa foi de um colega de equipe.

O quarto lugar ficou com o tetracampeão, o paranaense Wellington Cirino (Mercedes-Benz), que também segurou sua posição na pista desde a largada. Ele também está na briga pelo título de campeão e garantiu que fez o que pode para obter um resultado melhor, mas disse que não correu com a caixa de câmbio certa para vencer a corrida. “O caminhão foi muito bem, mas penso que a etapa foi definida no treino de classificação, porque nesta pista é muito difícil fazer ultrapassagem, mas a prova serviu para abrir nossos olhos e tentar recuperar o prejuízo nas provas que ainda restam no campeonato”, concluiu.

Quem também comemorou o resultado obtido em Londrina foi o pernambucano Beto Monteiro (Iveco), que conquistou a quinta posição e garantiu seu segundo pódio consecutivo. Situação idêntica foi a de Vignaldo Fizio, que obteve seu segundo pódio seguindo com a sexta colocação na Bandeirada Final.

A sexta etapa, que marcou o início da fase decisiva do campeonato, teve ainda como destaque o paulista Djalma Fogaça (Ford), que fez uma excelente corrida de recuperação ao largar da 22ª posição, devido à quebra de câmbio, e recebeu a bandeira quadriculada em nono lugar. “Foi fantástico terminar na nona posição, mesmo sabendo que eu tinha caminhão para brigar entre os três primeiros se tivesse largado na frente”, comemorou. Outro piloto que também fez uma prova de recuperação foi Vinicius Ramires (Mercedes-Benz) ao largar dos boxes, porque quando ele se dirigia para o grid de largada rompeu uma mangueira do radiador do seu caminhão. Mesmo assim, fechou a corrida na 15ª posição.

RESULTADO DA PROVA

1º Felipe Giaffone (VW), 2º Roberval Andrade (Scania), 3º Valmir Benavides (VW), 4º Wellington Cirino (MBenz), 5º Beto Monteiro (Iveco), 6º Vignaldo Fizio MBenz), 7º Danilo Dirani (Volvo), 8º Renato Martins (VW), 9º Djalma Fogaça (Ford), 10º Adalberto Jardim (Ford), 11º Adilson Cajuru (Iveco), 12º Fred Marinelli (Iveco), 13º Débora Rodrigues(VW), 14º João Maistro (Volvo), 15º Vinicius Ramires(MBenz), 16º Fabiano Brito (Volvo), 17º Urubatan Helou Jr. (Ford), 18º Diumar Bueno (Volvo), 19º Regis Boessio (Volvo).

Fonte: Revista o carreteiro

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Pneus diagonais com câmara atendem com eficiência segmentos que enfrentam todo tipo de terreno

Pneu na medida 11.00R22, utilizado em maior volume pelos caminhões dos autônomos, categoria que detém maior parte da frota antiga, ganha tecnologia e tem como proposta reduzir o custo do quilômetro rodado

João Geraldo

Velho conhecido dos profissionais do setor do transporte rodoviário de cargas, o pneu com câmara na dimensão 11.00R22 volta a ganhar destaque na estratégia de vendas de dois fabricantes instalados no Brasil. Coincidência ou não, o fato que numa mesma semana, no final de agosto, Michelin e Continental comunicaram à Imprensa seus respectivos lançamentos na tradicional medida, o XZE2 , da empresa de origem francesa, e o HSR1, da fabricante alemã, que também já produz pneus para caminhões e ônibus no Brasil. O público alvo para os novos produtos – que ressurgem com maior tecnologia – são os transportadores que enfrentam todo tipo de rota e terrenos e que precisam de um pneu mais robusto, resistente, e que ofereça maior rendimento quilométrico.

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Maria Luiza de Carvalho, diretora de marketing de pneus de carga para a Michelin América Latina, explica que embora o radial sem câmara tenha maior participação no mercado, equipando mais de 90% dos veículos que saem de fábrica, existe ainda uma boa parcela de caminhões e ônibus em operação, com idades entre 10 e 15 anos, usando pneu sem câmara. Ela destaca que este produto é mais direcionado ao motorista autônomo, dono de 55% da frota de caminhões do País, segundo dados do Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Carga, o RNTRC. Números da Anip – Associação que congrega os fabricantes de pneus -, mostram que 43% do mercado ainda utilizam pneus com câmara.

Outros pontos destacados pela diretora de marketing da Michelin são a garantia gratuita contra danos acidentais na primeira vida (furos, quebra de carcaça ou bolha no flanco por impacto, por exemplo) e a oferta do sistema de reforma Refill para o XZE2 ao final da primeira vida, nas esculturas para eixos de tração e todas as demais posições. "Nosso objetivo é oferecer menor custo por quilômetro, com maior rendimento, carcaça reforçada e a garantia de fabricação. É a primeira vez que vemos no mercado garantia para pneu de carga", conclui.

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Renato Martins, coordenador de desenvolvimento produto para veículos comerciais, da Continental, também cita a frota de caminhões que ainda utiliza este tipo de pneu. Ele destaca que a radialização está tomando conta do mercado, mas ainda existe muito espaço no Brasil para pneu com câmara, inclusive entre empresas de transporte, ao contrário dos mercados da Europa e dos Estados Unidos. "A medida 11.00R22 é uma das cinco principais para pneus de caminhão e ônibus. Antes a Continental tinha de importar este produto da República Tcheca, mas ele foi completamente adaptado às condições da malha rodoviária brasileira e passou a ser produzido na fábrica da Bahia, exclusivamente para o mercado brasileiro", explica. Apesar de a medida 11.00R22 existir há muitos anos, os produtos que estão chegando ao mercado carregam alta dose de tecnologia para proporcionarem os melhores resultados possíveis para os transportadores. Paulino Padilha, gerente de marketing pneus e ônibus e caminhão da Michelin, explica que a nova escultura do XZE2 é construída com composto de borracha de alta performance, e os ombros maciços e contínuos resultam em melhor forma de desgaste e alto rendimento quilométrico na primeira vida. "O pneu recebeu uma nova lona de proteção de nylon ao redor do talão – área de apoio do pneu ao aro da roda -, que proporciona uma carcaça mais resistente nesta região e garante maior resistência às agressões originadas pelo grande aquecimento ou por eventuais variações de pressão sofridas pelo pneu", detalha. O valor anunciado para o produto no Estado de São Paulo é de R$ 1.300,00.

As vantagens destacadas no novo produto da Continental começam pelos sulcos mais profundos e maior largura da banda de rodagem. De acordo com Renato Martins, combinadas elas permitem que se obtenha maior rendimento quilométrico. A movimentação de cargas em longas e médias distâncias é um desafio para os transportadores, que entre diversas pressões e prazos de entrega têm ainda a necessidade de reduzir custos", diz. Ele acrescenta que o composto especial empregado no processo de fabricação do HSR1 com câmara foi desenvolvido para um desempenho superior nas mais diversas condições de piso e clima. Os produtos de ambas as marcas têm tecnologia que garante maior segurança em qualquer condição de rodagem e banda de rodagem com dispositivos para reduzir a retenção de pedras.